segunda-feira, 1 de junho de 2015

dois mil e onze

Teu amor é polissêmico, teus interesses são malabaristas. Esses teus óculos de conotações inocentes são minhas fantasias mais lascivas.

Também tive de vestir as tuas fantasias, uma afronta à minha própria natureza; e tentar a sorte ao enfrentar a noite, as festas, não cair nos becos escuros e lábios errantes e secos que passeiam dentro da fumaça.

Essa história seria a mais comum e talvez eu nem desses ouvidos se não fossemos eu e você, eu e você, eu e você repetidas noites, cansados anos, um véu sobre os olhos, os lábios molhados e estava plantado teu veneno.


Eu viajei e voltei, eu voltei para o mesmo lugar, essa paixão é meu lugar no mundo, é minha casa, o olhar é o meu estado de espírito, meu abraço súbito é o retrato dos meus verbos desesperados, porque você é a coisa mais forte, vocábulo mais intenso o qual não há adjetivos para exprimi-lo; o diabo que empurra meus pés no acelerador pra chegar mais rápido ao canto mais escuro da cidade e te ver lá, dentro das suas possibilidades - meu.

Nenhum comentário:

Seguidores