sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Retour

Eu preciso dizer que meses atrás eu ouvia marchinhas de carnaval dentro da alegria mais estúpida a que  já fui submetida, eu sorri tanto e exagerado para suplantar qualquer ruído passado que viesse me impedir de continuar a rodar, a rodar e rodar. Hoje escuto ao longe um triste violino de cordas frágeis em que as notas parecem acompanhar o movimento assustado dos meus olhos.

O meu cansaço parece ter levado para longe, no momento daquela ventania que me fez fechar os olhos, qualquer argumento de que a vida vale a pena, me fez como num soco perceber que um filho não me salvará, me trouxe um suspiro estafado diante da fúria com que se pronunciam negações e ignorâncias diante do que não se conhece, diante da necessidade de autoafirmação de muitos e que não reconhecem sua própria imagem diante do espelho.


Também aconteceu de eu não saber mais o que fazer dentro da minha própria casa, de eu não saber mais para onde seguir quando já tinha inventado a minha própria liberdade. Aconteceu de eu querer voltar a ser criança e eliminar as dúvidas que atropelam meus planos coloridos. Por Deus como eu queria voltar para a barriga da minha mãe.

3 comentários:

Ananda Sampaio disse...

Como queria eu voltar e não sentir medo e não temer as escolhas e não temer o passar dos dias e o acerto de contas que sempre vem.Ah!quanta coisa eu queria...

Urbano Gonçalo disse...

Olá!
Voltar à barriga da mãe ?!!
Por vezes apetece mesmo.
Vim deixar um beijinho e dizer que tenho saudades de ti ...por lá no blog.
Bjs, fica bem.

Urbano Gonçalo disse...

Olá de novo!
Passei para te desejar um Feliz Natal.
Fica bem.

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