domingo, 29 de janeiro de 2012

O que eu também não entendo

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome,
essa coisa é o que nós somos"
- José Saramago




Ao observar a natureza e o homem torno-me de forma inerente parte dos verbos de ação que conduzem o universo, sei que assimilo através dos contornos diários um conhecimento pífio sobre a realidade humana - jamais saberei de modo palpável o funcionamento de todo esse cosmo, terei apenas muito humildemente a previsão de alguns fenômenos gerais: os dias de perder, de viajar, parir e outras tantas armadilhas óbvias e disseminadas dentre toda gente.

Vejo os homens debruçados diante de fórmulas, defensores de histórias vulgares, trajetos perpétuos, e quando inadvertidamente declinam diante do amor, da cólera, da pena, são o próprio atropelo diante da emoção inesperada, abalroados pelo susto. É bem possível que este seja o primeiro tracejo da massa da qual somos feitos, meus desejos silenciosos determinam acertos e erros que carrego ao longo da vida.

Diante das janelas, do alto de um balão, vejo que não somos uma tautologia, nada nos adequa e diz tão facilmente quem somos. Não sou cruamente um ser empírico e é certo que minha existência é cada uma de minhas possibilidades: ser, perder, diminuir, permanecer viva ou não.

Um comentário:

Iasminne Fortes disse...

O atropelo diante de alguns sentimentos. As possibilidades que nos cercam. Erros e acertos ao longo da vida.

Tudo somando para o que somos hoje.

ps: Adorei as modificações do teu blog, amiga. É sempre bom vir aqui. te amo!

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