quinta-feira, 7 de abril de 2011

Velho retrato




Aconteceu bem no dia em que tentei a primeira vez; é verdade que eu fui lá só pra te ver, é verdade que eu não marquei com ninguém. E você já devia estar esperando porque me avisou enfaticamente aonde estaria naquela sexa-feira bêbada.
Dois carros e alguns semáforos em alerta, vencemos as avenidas até corrermos lascivamente pelos corredores e dar muita sede. Tomar água, me molhar, te molhar e enfim, esquecer por alguns instantes toda a conotação que carrega aquela nova mobília da tua casa, engolir o perfume que ainda permanece, aproveitar o teu juízo à mercê das minhas vontades.
Tenho que tentar atrasar o relógio, parar o tempo porque já está saindo o primeiro raio de sol e eu preciso ir embora antes que se faça dia, e 'nada como um tempo após um contratempo pro meu coração'.
Mas se te basta, eu preciso ir porque também tenho minha nova mobília, porque a sorte já foi entornada pelo chão. Eu vou embora porque não se pode cair, ilesa e menos forte, do mesmo abismo duas vezes.

3 comentários:

On The Rocks disse...

sempre forte e sempre em frente - rs

bj

Cynthia Osório disse...

Há vários quês de sabedoria nisso tudo!!

llq disse...

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