quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Outro verão

'A partir do dia que amei,
compreendi uma infinidade de coisas;
não achei nada mais ridículo'
Simone de Beauvoir



Surgiu mais uma possibilidade trezentos e tantos dias depois. Assim, você veio de novo. Ou eu deixei você vir. E também vieram juntos os pensamentos, o primeiro sonho - trezentos e tantos dias depois.
Minhas horas tem sido consumidas com a possibilidade da sua presença aqui, e me consome ainda mais o que a tua timidez tem escondido, que artimanhas você tem?
Eu precisei atravessar esses trezentos e tantos dias, perder sono ultimamente e abrir os olhos assustada te vendo como da última vez - de madrugada, uma pequena flor. Eu desejei ter saltado nos teus braços, como trezentos e tantos dias antes; mas não estávamos sozinhos.
Estou meio atropelada, ansiosa, como um sorriso quando temos esperança. Na verdade essas palavras nunca conseguirão exprimir exatamente uma ideia guardadinha no frio na barriga.



6 comentários:

gabs. disse...

então só sinta, mesmo com aquela vontade de que todo saiba...

:*

Jullyane disse...

Sei, sei, sei e isso vale até mesmo os piores programas de índio, neám?

Bjo, bjo

Nelson Soares disse...

sempre com a sensibilidade que te é tão característica... Adorei. A última frase em especial. Enfim, às eternas borboletas:) beijoca

Gabriela Castro disse...

Nada explica um frio na barriga. Acho que é um tipo de coisa que é só para sentir mesmo.
A citação do início me lembrou uma música que fala mais ou menos assim: "cartas de amor são ridículas, mas ridículas mesmo são as pessoas que nunca escreveram uma carta de amor"
Beijos

Camilla Mendes disse...

Ai ai...Simone de Beauvoir era tudo que eu precisava agora...obrigada...pq, mesmo sem saber, me mostrou a palavra certa. Roubei pra mim, tah?!
bjos

Cynthia Osório disse...

verão: calor e frio na barriga!

Bjos, Lú!

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