quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais do mesmo

"Não nos deixar cair em tentação,
é o mesmo que dizer:
não nos deixar ver quem
realmente somos".
Arthur Schopenhauer



Pra quem brinca de ser feliz com borboletas, pessoas como eu passariam percebidas, facilmente, por potenciais fatalistas.
Há dias em que sorrio muito, um senso de humor perigoso, sorrateiro; mas que às vezes esconde algumas reflexões compreendidas por duas ou três consciências além da minha. O pessimismo me ronda, e há quem venha dizer que "é essa a mensagem que você manda pro universo", tá; eu não sei pro restante do mundo, mas pouquíssimas pessoas fazem minha vida valer a pena de verdade. Muitos estão mortos, mas os encontro em ideias das quais compartilho, quando abro meus livros; alguns outros temos o mesmo sangue, e os últimos - esses em menor quantidade, são irmãos que pude escolher, o restante da humanidade te faz todos os dias querer estar trancado dentro de sua própria cabeça.
Esse texto, com o perdão do significado, serviria facilmente como uma homilia para aqueles cristãos menos cultos (como eu, por isso a pretensão), porque eu poderia falar piegasmente em ambição, luxúria e egoísmo. Poderia apontar tantos, assim como posso me ver no reflexo de toda gente perdida, padecendo por tanta tolerância ou de sua ausência, passível de hipocrisia, ainda confiante na palavra verdadeira, vendo os erros dos outros por discordar das minhas crenças que são as corretas - o nome disso é egocentrismo.
Quem nunca pensou em desistir das pessoas?

7 comentários:

Ananda Sampaio disse...

Eu já... várias vezes.
Está cada vez mais difícil acreditar q há alguém q valha a pena doar-se o mínimo sem sair magoado, ou extremamente decepcionado consigo mesmo e com os outros.
Conviver é batante complicado, ainda mais quandos e trata de humanos!
=*

Cynthia Osório disse...

Sou dessas.

URBAN.GO disse...

QUEM NUNCA PENSOU ???
Grande verdade, mas desistir das pessoas não seria também desistir de nós?
Bjs.

On The Rocks disse...

"Muitos estão mortos, mas os encontro em ideias das quais compartilho, quando abro meus livros;"

sei perfeitamente bem o que é isso. você é uma das minhas.
entro pouco no msn porque meu computer tá consertando.

bj

Jullyane disse...

Lu,

Fico feliz em ser umas das 'poucas consciências' fora da sua família que também compartilham suas ideias.

Já te disse, o que não te acrescenta não te faz falta, então, não pense na imagem que vc passa pro mundo, pense naquilo que vc é de verdade e em quantas pessoas te amam simplesmente por isso. Eu sou uma delas! o/

Bjo bjo

Vinicius disse...

Seguindo a lógica do título, há tempos eu desisti das pessoas.

Meu sonho era não precisar sair de casa e não ter de interagir com as pessoas. Mas infelizmente eu não me tornei um artista milionário como João Gilberto, então paciência.

Nelson Soares disse...

sim. Já pensei e já o fiz. Simplesmente porque há um limite muito importante entre a nobreza do acto e a pobreza de espírito e de auto estima que o mesmo pode demonstrar. Quando temos que abrir não do que somos, enquanto insistimos nos outros esquecemo-nos de nós. Stay well

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