sábado, 23 de outubro de 2010

Ao Sr(a). Anônimo(a)

'As causas não determinam o caráter da pessoa,
mas apenas a manifestação desse caráter,
ou seja, as ações.'
- Arthur Schopenhauer



Tudo bem. Você conseguiu me chatear de verdade, me senti mal e envergonhada, questionei a mim e a todas as coisas que escrevo. Quem me conhece sabe que eu morro argumentando, até o fim. Mas dessa vez, não pude. Não sei a quem reclamar. Não sei a quem perguntar - porquê tá fazendo isso? Há tanta bobagem por aqui, há tantas mazelas, há tanta dor, existe o que é meu nesse lugar, inclusive o login e a senha - minha pessoalidade! E se não gosta, porque revisitar? Tô lendo Schopenhauer e quando me deparei com isso, pensei em você (olha que estranho: pensar em quem não se conhece!): "ler quer dizer pensar com uma cabeça alheia, em lugar da própria".
Baseado nisso, no seu lugar, eu faria o seguinte raciocínio: não perder tempo lendo as bobagens cheias de farsante sapiência e intelectualidade. Ok?
E sim, Anônimo! Eu vejo muita coisa boa no mundo, eu percebo o lado doce das coisas, eu acredito na fantasia de fazer novos amigos, de descobrir outros (obrigada pelo toque!), redescobri a paz de estar em casa e ouvir a minha mãe, sou fascinada pela força que vejo ampliada em mim ao ver meus irmãos. Não sei se te conheço, mas se você for meu amigo, saberá de tudo isso. E acredito que vai deixar essas bobagens de lado, porque é tão mesquinho, é feio e desconfortável: sobretudo pra mim. Ou pra você mesmo, que me diz todas essas coisas mas não se realiza completamente, já que não pode dizer quem é.
De qualquer forma, obrigada por ter aparecido. Eu pude fazer uma boa reflexão. Até que o post não ficou tão sofredor, né?

Abraço,
Luciana Lís

8 comentários:

Déa disse...

Oi Lís
Obrigada pela visita ao meu blog. Ele está "empoeirado" mas vamos voltando a ativa aos poucos.
Beijos

urban.go disse...

Não devias permitir comentários anónimos no blog Liz.
Os anónimos são bichos do buraco, só dizem mal porque na realidade não sabem fazer mais nada, sobretudo se for algo construtivo. Existe um ditado no meu País que diz assim: Quem desdenha ... quer comprar!
Dou a maior força para ti Liz, sabes? É que "os cães ladram, mas a caravana passa".
Bjs. :)

Cynthia Osório disse...

se "bobagens cheias de farsante sapiência e intelectualidade" for isso que eu leio aqui, eu gosto.
viva os bobos, os falsos intelectuais e sábios!

Iasminne Fortes disse...

Ele criticou, criticou, criticou mas não mostrou a cara. Crítica de pessoas covardes e nada, são a mesma coisa. Ele (a) não passa de uma pessoa frustrada.

Beijos, Lu! =*

Jullyane disse...

Lu,

Tenho que te dizer o que já te disse, é inveja, pura e simples. E a gente só tem inveja daquilo que admira ou quer pra gente. Inveja pelo que vc é e pelo que vc representa na vida de muitas pessoas.

Quem te conhece sabe de suas várias facetas, desde a ébria deprimida louca até a deliciosa gargalhada ambulante. Vc é parceira de festa, é amiga, é ombro amigo, é inteligente e tem um dom maravilhoso com as palavras! Não deixe jamais que pessoas que não tem o que fazer te façam duvidar disso, vc tem mil contra um, Lu...

Te amo, cunhadinha, sempre, sempre!

Jullyane disse...

Ahhh... Posso colocar no blog???

Anônimo disse...

Schopenhauer,sofría de crise de depressão psicológica,levou uma vida solitária,"cavaleiro solitário".Dono de uma filosofia profundamente pessimista.A verdade filosófica dele é simples:Viver é uma merda,não merece um pingo de nosso esforço,mas não acabem com ela!
Com sua revelação é perfeitamente compreensível o seu modo de enxergar a vida!
Descobrir esse ser "anônino" tem menos importância do que ele tem a dizer...Assim como os sábios e intelectuais escritores (os quais vc possui um vasto conhecimento!),desconhecem os que o admiram ,mas sabem que através de seus textos publicados formam opiniões e críticas,sejam negativas,construtivas ou não.Escrever um texto e torná-lo público é presumivelmente abrir espaço para opinar sobre o que você pensa e escreve.Mantenha-se preparada psicologicamente.

Luciana Lís disse...

Verdade, como ele mesmo disse, a solidão é para os espítitos excepcionais...
Cara fantástico!

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