quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acidez cotidiana

"o inferno são os outros"
Jean-Paul Charles Aymard Sartre




Somos todos imundamente iguais, seres humanos. E não há sentido que não seja pejorativo pro coletivo de indivíduos (maldita racionalidade), aonde perdemos o sentido de humanidade? Quando passamos a entender que o que dói no meu juízo é pior que o que corrói o do cara que atravessa a avenida? Vendo assim de longe, nunca imaginaremos o que cada sujeito carrega - um amor inocente, um filho, uma doença terminal, a prestação vencida, um luto, o desejo de saber andar de bicicleta etc etc etc.

Vendo o meu sangue e a tua lágrima, quem é capaz de mensurar cada dor? Quem pode responder pela consciência alheia? Quem faz silenciar os egos repletos de autopiedade? Quem tem a cura pro que está amargo? Quem penitencia os culpados e sossega quem tem morada no desespero? A existência realmente precede a essência? Quem faz silenciar pensamentos?


7 comentários:

Cynthia Osório disse...

"Somos todos imundamente iguais, seres humanos"

e a gente esquece e se esquece...

Bjo, Lú!

Daniel disse...

Por essa razão que eu acho que cada um tem a própria vida pra cuidar dela.

Beijos

urban.go disse...

Boas e sábias questões minha amiga.
As respostas estarão talvez em alguns de nós, por isso talvez uma visita ao muitas vezes solitário coração, ajude a compreender o que muitas vezes parece incompreensível.
Bjs :)

Cadinho RoCo disse...

Somos semelhantes porém distintos. Não há ninguém exatamente igual ao outro e aí é que começa a confusão toda a exigir nossa compreensão e amor, muito amor.
Cadinho RoCo

meus instantes e momentos disse...

forte e intenso teu texto.
que bom voltar aqui.

Um feliz final de semana pra vc.
Maurizio

elke julie disse...

Adoro tuas palavras ácidas.

Tarcísio Buenas. disse...

não sei.

esse blog é dos meus.

bj

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