quarta-feira, 23 de junho de 2010

Todos os dias



Sem saber como dizer mas há demasiado o que ser dito, é necessidade, como a escrita. Porque a vida, eu sei, recomeça todos os dias. E nem sempre é poesia pra grafar bem forte entre aspas, mas há sempre histórias viscerais de amores sujos, gente despida de paixão e a esperança desesperada de ser encontrada dentro desse mundo abarrotado de gente e suas consciências para serem limpas.
A melancolia indolente sempre trazendo sombra e assim justificando o que dói, dói e não se sabe onde; um interesse infindável pelos amores mal sucedidos, uma jeito de se sentir igual aos outros, generalizar as emoções e assim pensar que podemos ter a cura para as marcas que cada um carrega - corromper o significado de suas próprias lágrimas. Clichês, obviedades, puta que pariu.
Ser cada uma de suas verdades, as mudanças, ser os sonhos dos quais se acorda e não ter a quem recorrer, carregar sozinho o prazer dos desenganos. Sem saber o peso da realidade, quem é o homem comum e pouco sábio que acredita no que pouco conhece, calo porque é a melhor maneira de reagir, porque não há argumentos coerentes pra quem requer uma explicação de seu interesse - meus nervos respondem pelo meu prazer, cada um sabe de si, e tudo isso é uma merda?

9 comentários:

urban.go disse...

Podes crer, tudo isto é uma valente ...
Sempre a correr no vento da inspiração, meu Deus ... como dá gosto ler alguém e poder ver os seus instintos à flôr da pele e ao sabor do vento, e
ao som do seu coração.
Já te disse antes ... és um "Mustang", és pura raça, nunca, nunca te tentem domesticar, alienar. Corre meu puro sangue mostra ao mundo como é bom ser livre, como são belos os teus pensamentos.
Bjs, Urbano.

Cynthia Osório disse...

agora sou eu quem diz: esse texto ta foda, mulher!
p.s: esses dias que faz a gente pensar q todos os outros foram e serão iguais, no fim das contas são os mais produtivos!

elke julie disse...

"...carregar sózinho o przer dos desenganos..."

Genial!

Um abraço.

Jullyane disse...

Quem te conhece sabe que isso tudo é tão 'teu', com tua forma de encarar a vida, uma hipérbole constante.

Lu, que seja uma merda, então! Se no final de tudo, mesmo com uma risada embriagada, seja a tua escandalosa de sempre.

Te amo =*

Naraiana Costa disse...

"um interesse infindável pelos amores mal sucedidos, uma jeito de se sentir igual aos outros, generalizar as emoções e assim pensar que podemos ter a cura para as marcas que cada um carrega - corromper o significado de suas próprias lágrimas. "


puts...
Gostei daqui.
=*

.Intense. disse...

De vez em qdo eu me dou o direito de ser lerda com o post dos outros e não entender direito...dessa vez eu li nas entrelinhas, uma coisa meio maluca - que eu andei fazendo, então por isso meio maluca.

Sentindo mta dor, e com uma decepção de um tamanho que eu não imaginava ser capaz de passar, um dia eu me peguei lendo histórias catastróficas de amores...não mal-resolvidos, na verdade resolvidos sim, mas que não tiveram um final bonito (digamos). E li sobre as coisas que aconteceram, e tb ouvia história, e avaliava como as pessoas continuavam a vida, e continuavam a vida mto vivas, e pensava 'não serei eu a primeira a morrer disso'.

Do coração eu não garanto, mas ao menos, até o momento, a vida continua...

.Intense. disse...

(ps.: vc tb usa um tercinho no pescoço. ^^ )

gabriela m. disse...

todo mundo sabe de si, mas tem gente que se nega :s

bj, moça :*

Velhinho Decadente disse...

Sim, mas você transforma em beleza. Em arte.

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