terça-feira, 18 de maio de 2010

A companhia de Eleanor Rigby


Para Jacyara Osório


'Ah, look at all the lonely people'
Lennon-McCartney


É exatamente aquilo que conselho nenhum abarca, nem abraço de amigo, nem afago de mãe. É o que a semântica não qualifica, o que lateja nas noites encharcadas de sobriedade, o que vários goles de whisky levam numa fugacidade mas a manhã seguinte te esfrega na cara.
Como também é a liberdade - há sempre quem entenda, mas não há sequer um que a explique.
O que tento dizer em linhas mal traçadas e prolixas ainda não será o espelho de sua razão de existir, que tampouco sei explicar; mas sei que pra quem já foi imensamente feliz nenhum meio-sorriso por piada de boteco irá fulminar a companhia mais paradoxal que já tive.

7 comentários:

.Intense. disse...

Duro é qdo perdemos essa referência, digo, qdo os ocorridos nos levam a questionar, depois de tanto tempo ansiando e desejando justo aquela companhia, se ela é realmente a mais paradoxal (e incrivel) que podemos ter. Foi a mais mais que tivemos, mas...é só isso?

=~


[cheguei aqui pela Juh, dona do Vermelhas Unhas...já há mtos dias que leio em silêncio, só hoje tive vontade (e o que) de falar. vc escreve MUITO! parabéns!

=* ]

Dayne S. disse...

Fiquei muda.
Me faltaram palavras depois de ler essas tuas.
Não há mais nada há dizer além do que já foi dito: 'pra quem já foi imensamente feliz nenhum meio-sorriso por piada de boteco irá fulminar a companhia mais paradoxal...'

PERFEITO!

Luciano disse...

Belo e intenso. Como deveria ser. Nem mais, nem menos.
Gostei daqui e espero voltar mais vezes.
Abraço de arte, em ti, menina escritora.

Cynthia Osório disse...

fico boba com o tamanho da tua sensibilidade.
não chamo de repetição, chamo de intensidade!

p.s: de perto ninguém é normal,Lú, ja dizia Caetano! rsrsrsrsrsrs

URBAN.GO disse...

Á já muito tempo que te "descobri" por acaso, mas ... seria o acaso?
Não sei, só sei que sinto em ti o puro sangue de um "Mustang". Nunca, mas nunca te deixes domar, dobrar, ... silênciar. Se leste um dos meus ultimos post's que escrevi acerca da minha filhota Matilde, vais descobrir lá algo que só uma criança na sua pureza descobriria e diria tão bem, algo que nos serve que nem uma luva. Ela dizia a certa altura assim: -Pois é Papá,"nós" que escrevemos ... somos assim!
Nós somos assim, tu és assim, foste abênçoada com algo mais dentro de ti, algo que só alguns têem. Bjs, dont be " Confortably Numb!"

Daniel disse...

Humm... senti que de certa forma isto foi um recado... para alguém.
A música é linda.
Gostaria que tocassem no dia da minha morte.
Beijos

Nilson Costa Filho disse...

Ei Lu, tu escreves umas coisas que só quem é poeta pode escrever/sentir/perceber.
Pode escorrer na tinta, que você é uma ótima barqueira desse canal sentimento-papel.

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