terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As xícaras sujas de ontem


Da minha alma pra tua razão, da minha passionalidade pra tua sensatez, todas essas coisas que você quer e não posso te dar, tudo que não sou e o que você é. Essas coisas de amor: sangue, carmim.

Nessas linhas que não são tuas, digo:
você pode ter dividido o canto na cama que melhor me cabia, me ter feito o melhor amor que eu tenha recebido, dado a atenção de que eu precisava e o teu amor no tempo certo, e isso tudo foi bom demais. Mas é um paradoxo, como eu. Tua sempre contraditoriamente confusa.
Você precisa saber que o meu amor é maior que o que a tua agonia possa perceber, como preferir deixar tudo pra trás e não me ouvir dizer deixa isso pra lá e me dá um abraço!

Enquanto mal calço esse pedaço de papel de palavras ébrias, não é nada teu, é meu,
como aquele pronome possessivo que te fiz perceber (assim como uma concordância que um dia você me ensinou): tua.

Esse meu amor você não entende porque somos o que não é igual, e até escuto o quereres, a voz da Maria em Maricotinha. E eu sei que você não gosta. Como Raul, Rita, Paulo, Maria Maria, Karen, PJ, Jack, Alex. E até isso eu amo.
Mas é o som na veia.
E nada disso é um coral: tantas vozes em harmonia, não.
Sem violino, piano, fagote, Bach, Mozart, Schubert.
Eles não encantam. Queria ter sido eu a serpente.
Ou um vampiro, tua nuca, UDV, a mordida: você meu.

Todas essas coisas que só nós sabemos. Você e eu, o ameno e o ardor.
Díspar: eu, tu.



Luciana Lís

3 comentários:

Dayne S. disse...

Quer ser sócia da empresa que eu e a Gabi vamos montar?
Camisas com frases fodas estampadas...
A tua será...
'Você precisa saber que o meu amor é maior que o que a tua agonia possa perceber.'

Amei teu Blog ;)

Gabriele Fidalgo disse...

Olha, respirei fundo no final do texto. E não estou dizendo só para deixar um comentário, realmente achei esse um dos textos mais viscerais. Muito provavelmente pela verdade que transparece.

Você deixou o comentário em meu blog, dizendo que andou lendo umas coisas, que leu uns textos meus... e que isso te deu como que um impulso para escrever. Mulher, eu é que digo que saber disso me deu mais vontade ainda de me abrir em palavras.

E como a Dayne disse: nossa empresa de camisetas já está sendo arquitetada. Só falta agora a Minne para assinarmos o contrato! :)

grande beijo, bela!!

Iasminne Fortes disse...

Eu tava com saudades daqui, Lu! E nossa, eu lembro de muitos textos seus, mas nada como esse. Eu sei que tá sangrando, amiga... e esse texto condiz tanto com seu momento.

ps: ainda aguardo seu email, ok?
Ah! Tô de volta ao blog =)

beijos e saudades!

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