sábado, 4 de abril de 2009

Run!



"I cried for you
Now it's your turn to cry over me
Every road has a turning"

Billie Holiday




Eu cheguei um dia a estar preparada pra te receber. Em tudo que eu te cantava, as curvas que meu corpo fazia, todos os meu gestos te diziam "estou pronta".
Eu te olhava, mas não distraidamente, eu estava inteira e despida, ainda sem você, eu estava desamparada, mas te disse mais uma vez "eu sou tua" e eu nem sabia o que seria da gente. Eu não sabia o que você queria de mim, mas sentia de alguma forma que perto de você eu estaria bem.

Eu te buscava, mas não estava te encontrando. Eu estava costurando uma teia de sentimentos com as letras do teu nome, me amarrei.
Eu descobri, veja bem, você sorria das minhas descobertas, sorria quando eu dizia "olha só, descobri que bom mesmo é te ter por perto". Sim, mas eu estava te dizendo que descobri que não dei nó cego. Você me desatou. Me livrou da tua paixão.

Enquanto eu passava por tantas quimeras e te via difícil e tão cheio de motivos pra não estar comigo, meu corpo não pôde suportar. Meu amor era puro demais para tolerar mais momentos ruins que os de céu azul e nossas mãos desvendando-se.

A chama que você me provocou foi vencida num dia de céu azul, sem nossas mãos, sem toques, e na tua ausência me encontrei. E caminhando sozinha olhava pros meus pés engraçados, como você dizia, enquanto me cortava o coração porque eu não era tua boneca. Mas nesse dia de céu azul olhei pros meus pés e sorri deles.

Te via um homem e você podia ver o quanto eu morria de medo de você me achar infantil por te abraçar bem forte e dizer "não me deixa só porque eu tenho medo", por nos desenhar de mãos dadas, por pintar corações de vermelho e escrever teu nome.
Te provoquei com minha infância incontida. Minha inocência te insultou demais e as minhas gargalhadas te injuriaram.

Hoje eu sorrio muito mais, baby!
Não chame mais o meu nome, você nunca o fez antes, e se grita me perdoa, eu não te escuto mais.
Hoje eu grito, livre, e ainda que tentasse te explicar todos os motivos que me arrancam os sorrisos que já foram tão teus, seria diminuí - los.

Nós nunca fizemos um pacto, nunca pude sentir o perfume do teu amor, nem ver a cor, tanto menos o gosto. Das mãos quase nunca unidas, eu sabia, era tudo implícito, eu tinha que entender que naquele momento você me dizia "gosto de você". Vou te mostrar o que eu aprendi, ser sincera: explicitamente estou me despedindo, tô indo embora. Vou indo por aquelas bandas, o sol tá bem quente por lá!




Luciana Lís

5 comentários:

Taís disse...

Teu texto tem a sensação de liberdade que um dia eu quero ter.
É tão bom poder dizer "tô indo embora" e ir mesmo...
Bjos

Boo disse...

Aqui é lindo. tu foi linkada (:
tu é de onde?
fica bem*

Jullyane disse...

Entendo o que vc escreve, mas não entendo. Será que vc me entende?

Sempre venho aqui, Lu, embora nunca mais tenhamos o contato de antes, embora não sejamos mais cunhadas, não é necessário que nos afastemos uma da outra.

Vc sabe que gosto muito de vc.

Beijosss cunhadinha

V. disse...

Também queria ter a tua força, e me libertar. É muito difícil quando a gente já viveu e se entregou tão intensamente...

Obrigada pela visita, pude conhecer esse teu espaço, com textos muito bons. Eu ando triste e incapaz de escrever...

Beijos, V.

freefun0616 disse...

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