quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Depois que te encontrei



"E se é meu o amparo do teu riso leve
que é como um cantar
Ele aquieta minha ferida
e tudo se esquece"
Carlos Gardel




Eu não sei de onde saiu você, nem em que momento eu comecei a criar em você a figura de alguém que pode me completar. Alguém tão simples, que vive falando um monte de besteiras e é feliz assim! E nada mais importa.

Não nego, você tem me tirado o sono, o sossêgo, o apetite, me faz encharcar o rosto e ficar com a ponta do nariz avermelhado. Você me faz sorrir bem alto, te beijar bem devargazinho, te olhar com carinha de criança maliciosa enquanto confabula brincadeiras que irão tirar o sossêgo de alguém.

Você é uma faísca que sai de mim, meu melhor verso, meu refrão, minha insônia sossegada, o remelexo da cintura, meu rímel borrado, o cheiro do meu suor, minha pele arrepiada, minha constante embriaguez...

Verborragias e clichês à parte, eu não consigo esconder o que sinto, apesar de não gostar do que é tão óbvio, depois de um tempo, de declarações implícitas e carícias escondidas, você me desconcertou e te amo descaradamente.



Luciana Lís

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