quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Maria do João


Amado,

querer-te tem sido absoluto inferno. Temos vivido sempre nos medindo por um dia de cada vez. Um após o outro. Dessa forma deixo de imaginar o que nos terá sido feito num tempo posterior, nosso futuro, algo que não temos o menor domínio.

Você se entregou a mim, me disse do que sente, o que há de mais belo, mas se quiser saber não me deixou numa situação muito confortável. Medo de entregar-me absolutamente, me atirar em você, e veja bem, se você tira o corpo há um abismo.

Não temos poder um sobre o outro, o mundo que criamos não é algo concreto, não há certezas. Do que se passa em cada um, só nós mesmos é que podemos julgar.

Você disse que tenho sido quase todo o seu mundo. Tem noção dessa loucura? E eu que pensava se haveria espaço para minha existência em teus pensamentos. Senti-me tão grandiosa, capaz de te encantar.

Cheguei a pensar que não seria mais capaz de proporcioanar efeitos de mulher amante. Na realidade todo o meu fascínio vem de você, dono dos meus sorrisos, sonhos enquanto estou acordada e o perfume mais doce.

Pensei em como dizer-te quando chegasse esse momento, e ficará assim, faço minhas as tuas palavras: "não há como negar", estou apaixonada por você.



Luciana Lís

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