sábado, 25 de outubro de 2008

Um cantinho


"e ir onde o vento for,
que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar"
Rodrigo Amarante



Aquela casa. Há lindas lembranças, éramos um do outro. Bebi um pouco de vinho agora, olha só! Vinho tem seu sabor. O sabor dos nossos beijos entre aqueles goles, o sabor daquela tarde, que tornou-se noite, madrugada.
Entre cada beijo, cada olhar, íamos perdendo a vontade de dormir, queríamos aproveitar cada segundo. Eu queria desfrutar sem medidas da tua presença.

Aquela casa tem em cada canto um pouco da nossa paixão, um pouco do nosso prazer, das nossas carícias, da descoberta dos nossos sabores, tem o eco das nossas gargalhadas, as marcas molhadas dos nossos pés depois de tomarmos banho juntos...

Aquela casa. Toda vez que passo por ela tenho a sensação de que o portão se abrirá, vamos sair juntos dali, correndo! Que de repente você vai pegar a minha mão, vai passar teu braço pela minha cintura e vamos passear, como dois namorados! Depois você vai me pegar no colo, sair correndo para chegarmos rápido, e seria tua mais uma vez...!

Aquela casa. Eu não queria mais ir embora dali. Há tantos significados, você me deu tudo quanto eu precisava. Carinho, atenção, beijo, abraço, suco, batata frita, roupa, cama, companhia, a tua companhia...!
Acreditei que nada mais existia no mundo, além de nós, daquele nosso momento, daquela casa, do teu abraço.

Aquela casa. Eu voltaria lá, eu viveria tudo mais uma vez. Ainda que não fosse aquela casa, seria você. Eu iria aonde quer que fosse. Com você eu iria.



Luciana Lís





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