quinta-feira, 31 de julho de 2008


Ouvi aquela Menina dos verdes olhos dizer de suas pretensões de um dia poder morar só. Eu disse a ela que pra mim já havia sido um sonho também. Sim, aos quinze anos! Época de grande intensidade e pouca densidade.

Vixe! Seria tanta liberdade, tanta insanidade.



Hoje, aos 20, já não tenho mais essa gana.


A conjuntura sócio-política-econômica-antropológica-filosófica desse mundo dos humanos só os permite relacionamentos vazios, superficiais, troca de favores, conveniências. Individualismo, egocentrismo, etnocentrismo, singularismo e sei-lá-o-que-ismo.



Já tive medo de dar um passo em frente na minha vida por medo do superficial, do vago, do não intenso; por medo de perder Tesouros, insegura pra deixar pra trás relacionamentos cristalizados.



Quero ir na contramão: chegar em casa e ver gente, pra abraçar, pra descarregar, pra virar o rosto, pra comer junto, pra rir de nossas caras. Se eu não puder fazer isso com meus companheiros de oca, farei com quem?


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