domingo, 29 de junho de 2008


Nossa! Como eu sinto raiva de você, de tudo que um dia você representou em minha vida. A descoberta da amizade no momento em que eu acreditava que não era saudável viver só de "Amor". Mas amizade é feita de amor...

Inicialmente nem tínhamos nenhuma pretensão de nos aproximar, química não havia entre nós.
Algum tempo depois nos descobrimos sorrindo das mesmas besteiras, indagando sobre mesmas inquietações, proseando sobre o futuro próximo, e quantos "nossa! eu penso da mesma forma!"...

Ligações, "te amo", estrada, praia, fotos, lágrimas, amores, fritas, conversas internéticas, circunstâncias que nos tornavam cada dia mais ligadas, cúmplices, mais 'nós duas', mais nosso mundo, mais nossas idéias, menos os outros (talvez isso não tenha sido tão saudável, admitamos).

Mas, meu bom Deus! Tudo são conveniências!

Nossas convicções nos aproximaram, mas por uma conveniência você se mandou!
Porque você se afastou assim? Do que se defende? Porque tanto desapego? Porque me exclui da sua vida? Me desprezar te faz sentir bem? Não quero crer que você seja tão pobre de espírito... Sempre acreditei que suas gargalhadas e 'emoticons felizes' eram sinceros, que você gostava, assim como eu, de dividir sua felicidade comigo.

Sinto uma imensa dor, uma tristeza pelo vazio alheio aos outros, algo que ninguém será capaz de suprir, como disse Caio F., " meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém".

Entre todo os seus pieguismos, lembrei de algo que você sempre dizia, "aprenda com os erros dos outros", acredite:bebi da fonte mas não fui capaz, sua frieza foi mais forte.

A amizade que chegou naquele julho tão quente já foi-se nesse junho que sopra ventos frios.

Por um momento eu quis por a culpa no tempo. Nesse que os humanos chamam de cotidiano, que te priva do calor das relações, que não te permite divagar sobre coisas aleatória e afins.
Mas não, o tempo não tem culpa! Mais uma vez conveniências pra você! Amizade boa é a que te traz retorno palpável, não é isso?

Oh, querida...! Meu afeto não tem preço!

Não me aponte por ter de fazer escolhas que nos afastam, você (além de dois ou três dedos da minha mão) sabe do quanto seria difícil pra mim, e que quando chegasse a hora da escolha, seria o momento em que eu mais precisaria do seu apoio. Amizade funciona assim, não é só esse papo de "nossa, seu cabelo tá com uma cor ótima!".
Optei pelo que julgo ser o melhor pra mim, e sempre te incentivei, apreciei por fazer o que gosta.

Não quero mais suas declarações de amor "inglês-aportuguesadas", hipocrisia assim de graça...
...até Deus castiga!

Sempre joguei aberto com você, quando me senti insegura, me comparei a outras cartas desse jogo e pensei "será que sou desinteressante e mesmo assim sou amada?" Senti conforto nas suas palavras... Mas quer saber? Depois desse dia nunca mais foi como antes! Há pessoas que não aceitam verdades, não quis te ferir, quis nos fortalecer.

Chegou e desfez-se tão rápido esse laço de bem querer eterno...

Sabe, eu reafirmo minha crença: inocento o cotidiano, o tempo não nos separaria, tenho as 24 horas do dia pra te querer bem.



Luciana Lís





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